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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O Estado e a burguesia espoliando o cidadão comum

 Recentemente ouve um aumento na quantidade de pessoas que não apenas declaram-se como de direita, mas além disso defendem com um certo radicalismo suas posições. A ideia destes é fazer uma apresentação reducionista e preconceituosa da esquerda, colocando a esquerda como dogmáticos que querem eliminar a iniciativa privada dos indivíduos, reduzindo as relações sociais a um monte de regras e normas morais em nome de uma mundo melhor. A formula é o: ESTADO INTERVENCIONISTA! Identificando o Estado como o causador dos desastre políticos e econômicos atuais, se tira o foco da critica as relações de mercado da sociedade burguesa para concentrar ele nos: "maus políticos chefes de Estado" Menos os que estiverem alinhados com o pensamento destes pseudcriticos da moda.
  Que ridículo concentrar a razão dos problemas no Estado, apresentando a burguesia como se ela fosse inocente. Nunca existiu capitalismo sem Estado. Noventa por cento dos funcionários do Estado com maior poder de decisão são burgueses ou representam os interesses de alguma corporação burguesa. Mas parece que isso não é o suficiente para esses bostas neoliberais. Para eles o trabalhador brasileiro ganha demais e tem direitos demais. Esse tipo de interpretação não deriva de uma questão moral; pois só um imbecil realmente acredita que os trabalhadores encontram em boas condições. Mas sim do fato que essa burguesia não consegue tornar suas empresas competitivas o suficiente para competir com a China por exemplo. Então em nome da vitalidade do capitalismo vamos reduzir o trabalhador as condições do trabalhador chinês de modo a cortar custos?
   A outra acusação é que o Estado cobra impostos demais, reduzindo o lucro das empresas. Mas e o imposto cobrado pelos bancos internacionais na forma de juros que devemos pagar a eles através do próprio Estado? Quanto a isso esses chupadores da rola dos capitalistas nada dizem. São empregados querendo dar mordomia para o patrão de modo a ficar com as sobras do banquete.
  Desde de que o capitalismo é capitalismo, o Estado e a burguesia estão juntos na tarefa de espoliar o cidadão comum. O resto é dramaturgia dos partidos, mídia, igrejas, etc.

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