O tema da redação era: Publicidade infantil. Eu escrevi mais ou menos isso:
Ter que transcrever um tema complexo, que exige um espaço de reflexão maior, em poucas linhas, é meio que induzir os indivíduos a um reducionismo de ideias, e por conseguinte, a um reducionismo da possibilidade compreensão do tema.
Antes de dizermos que publicidade infantil deve ser permitida ou restringida, é preciso debater esse tema em escolas, telejornais de tvs públicas, etc. Inclusive é preciso pegar meia hora diária da tv privada para fazer debates também nela (já que o as tvs privadas raramente fazem isso. O que elas fazem é impor a opinião dos anunciantes e do dono da mídia). A primeira pergunta quem vêm a mente, relativo a publicidade infantil, e que faço as pessoas, é: Como os adultos irão saber identificar a nocividade da publicidade infantil, quando muitos deles também foram e são educados pela publicidade? Mas isso leva a uma segunda pergunta: Toda publicidade infantil é ruim para as crianças? Isso tudo me leva a um dilema que talvez seja o maior contemporâneo. No caso: Devemos moralizar a sociedade completamente, no sentido de normatizar absolutamente tudo, afim de com isso impedir o "mal"? Aliás, a questão também abrange a publicidade feita de forma indireta (nos filmes, programas de de tv, animês, música, livros, etc)? E a principal pergunta: Devemos normatizar a vida das pessoas e da sociedade completamente, dizendo o que os pais devem ensinar aos seus filhos e o que eles não devem?
Essa hiperproteção me parece também uma forma de agressão (e das piores). Dentro disso tudo, onde fica a importância da estética na vida da crianças e a alternativa de liberdade dentro das possibilidade do lúdico? (algo primordial para as crianças). Nada desenvolve tão bem a esperteza das crianças como o universo do lúdico é capaz de desenvolver. E o que é esperteza? Embora muitos tenham dado um sentido negativo a palavra esperteza (tipo: a esperteza dos contrabandistas, etc), esperteza é a maior inteligência de qualquer indivíduo em qualquer época. É graças a esperteza que nossa vida passa a ser interessante e ganha sentidos que não seja apenas seguir as normas.
Isso tudo quer dizer que devemos aceitar que as crianças sejam educadas pela publicidade? Claro que não! As crianças precisam ser educadas pelos pais delas e por boas escolas.
Com pais ausentes, ou hiperocupados tendo todos que trabalhar e fazer horas extras para garantir o sustento da família - sozinhas, o que resta as crianças?
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