Páginas

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Enem: Maratona terrível!

  Fui fazer o raios da prova do Enem na faculdade UNISUZ. Dei sorte, já que se trata de um lugar fácil de chegar (fica no centro da cidade). Na portaria recebi a água num copo de plástico lacrado (brinde de uma escola de línguas querendo atrair estudantes) e não havia tanta gente assim dentro da faculdade. Aliás, havia muitas moças bonitas, mas isso não vêm ao caso.
  Começa a maratona nas salas de aula. 90! perguntas com textos enormes para ler com cuidado e até se atrapalhar na leitura preocupado com o tempo da prova.
  Quando chego nas dez ultimas perguntas, faltava meia hora para encerrar o tempo da prova e eu ainda não havia passado as questões para o gabarito. Então rapidamente passei as questões para o gabarito (na pressa até passei por engano uma questão no lugar errado). Ao terminar de passar todas as questões respondidas para o gabarito, faltavam quinze minutos para eu ler dez questões nada fáceis (como todas) que precisavam de tempo para pensar qual é a resposta certa entre as opções. Sem tempo li rápido e respondi sem pensar muito (quase no puro reflexo).
  Na prova do dia seguinte, fui logo fazer a redação e me dei ao luxo de escreve-la enquanto refletia o texto e seu significado, de modo a ele não ser um vômito de palavras jogadas no papel. Uma página só para refletir uma questão complexa - como o tema publicidade infantil - é quase como um meio de se induzir as pessoas ao reducionismo. É um espaço para quem tem dificuldades de desenvolver um raciocínio mais elaborado. Não para quem tem o que dizer. Mas o desastre é tanto que uma página acabou absorvendo muito o tempo, devido ao pouco tempo, já que havia mais 90! questões, além da própria redação.
  Entre outras coisas, eu fiz umas quatro ou cinco perguntas na redação. Uma delas, foi: Como que os adultos que também foram educados pela publicidade, e também o são, irão saber identificar o que é bom em matéria de publicidade? Só que nessa frase, devido a pressa, devido ao pouco tempo, errei a posição da conjunção também dentro da oração. Não tinha como corrigir, já que a prova era obrigatoriamente a caneta. 
  Depois de escrito o texto, fui para as perguntas - já sabendo que iria ter que chutar ás ultimas questões, pois não haveria tempo. 
  Li e respondi cuidadosamente até a questão 50. Daí em diante, só faltavam meia hora (felizmente já tinha passado as questões respondidas para o gabarito) e fui para o suplício de ter que responder 30 perguntas enormes de matemática sem tempo algum. Eu ri da desgraça e chutei 80% dessas perguntas finais. Umas chutei porque não sabia mesmo (não nego). Mas outras, porque não havia tempo sequer de ler elas. Enfim... O Enem é o espelho de uma sociedade que exige das pessoas produção (quantidade). A qualidade do que é feito, e qualidade da vida das pessoas, que vá para o saco. 
  A vida na sociedade contemporânea é uma desabalada corrida sem sentido. Meu ato de rebeldia é caminhar, ao invés de correr. É pensar, ao invés de dizer frases prontas. Mas essa última frase não é uma frase pronta? (risos)
   Não faço uma critica ao tamanho da estrada, nem tão pouca a paisagem ou ao clima. Mas sim a impossibilidade de poder desfrutar tudo isso e poder compreender melhor o que há pela estrada - já que se busca a obrigar-nos a passarmos correndo por ela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário