A fome de sentidos
No dia anterior a esse tentei escrever esse artigo e acabei escrevendo uma prosa-ficção que resolvi publicar junto com outros textos num livro para o futuro.
Agora dou início a minha segunda tentativa de escreve-lo, e noto, o que já tinha notado, que começar um texto é preciso alguma tolice qualquer capaz de dar ao texto um tom de diálogo; mesmo que seja apenas um diálogo comigo mesmo, ou com um ser imaginário, sem esse tom fica complicado dizer o que desejamos - além dele dar mais sentido a fala - Mesmo porque nos vêm a pergunta: Isso tem algum sentido ? - Sem sentido fica difícil fazer as coisas. O princípal agente das ações humanas é o animo - que sem sentido fica fraco, se apaga. Talvez eu seja só um idiota, mas eu gosto dos multiplos significados que encontro nas coisas. O desanimo das pessoas - neste mundo cruel e muitas vezes insensível - é desanimador. O desanimo é desanimador, um veneno, um vírus silencioso que se espalha em grande velocidade - Os valores e significados fazem um outro caminho. Eles dão animos. O humor, por exemplo, mesmo o humor de um pessimista - falando jocosamente das tolices humanas, do humano ser fetido - ao invez da tristeza, causa riso; o riso é contageante - geralmente, só de ver uma pessoa rindo, nós rimos - a sensação de humor é diferente do vazio desanimador; ela é um animo - o animo é animador; desvendar signifcados ou nos torna curiosos por querer desvenda-los (diferente do do desanimado; ele crêe que não há nada que possua algum significado digno de atenção).
Animo e desanimo; no final das contas ambos são importantes, pois ambos fazem parte da experiência existencial.
Foi levantada a questão de, se a filosofia e a literatura tem o papel de resolver o problema da fome. Ela tem ou não tem ? Sabemos que essas duas coisas existem graças a fome de idéias, do diálogo, de evadir-se, de encontrar-se, encontrar a outros e não querer encontrar. A filosofia e a literatura existem por muitos motivos; a fome está entre os príncipais motivos. A fome de sentidos talvez seja o principal. Porém, há uma coisa que os que perguntaram sobre o papel da filosofia e da literatura diante da fome, provavelmente não tenham notado. Francamente, aqui e na maioria dos meus artigos - caso não seja todos - eu não falo nem como artista, nem como filosofo. Eu, estou aqui como uma pessoa defendendo coisas que considero que merecem e precisam muito de serem defendidas. Quem pensa diferente, que vá defender outras coisas, ou coisa alguma, sei lá. Bebe gasolina de avião e voua (piada).
Enquanto eu tentava escrever o artigo de hoje no dia de ontem, me lembrei de uma peça de Willian Butler Yeats. Na peça, um povoado de uma localidade é forçado a viver numa vila que não bate a luz do sol. O motivo é que há uma grande montanha que faz uma sombra que cobre completamente a vila durante o dia todo. Na localidade há terras boas para se morar, onde bate sol, mas essas terras são propriedade da burguesia.
Hoje assisto nossos políticos de partidos, ocupados com coisas do tipo: financiamento público de campanha eleitoral. Não satisfeitos com o dinheiro que eles recebem de empresários, com os caixa-dois, com os absurdos salários e beneficios exorbitantes que nós somos forçados a pagar a eles, por imposição deles, por dinheiro que seja, a fome destes parasitas nunca está saciada; sempre querem mais e mais ... Sugar a população sempre com alguma desculpa cretina. Dizem eles que com o finaciamento público de campanhas a corrupção eleitoral vai diminuir. Vejam a bizarrice deste argumento: Eles querem tornar legal o direito de tirar dinheiro da saúde, educação, saneamento básico, segurança, transportes públicos, cultura, tudo para enxer o rabo dos marketeiros eleitorais de dinheiro, sujar o país com mais papeis, cartazes com a cara dos pilantras, poluição sonora, compra de voto pela politica do "favorzinho", tudo representa a institucionalização da corrupção eleitoral. Institucionalizando um crime, quer se vender a idéia de que o crime não crime porque foi legitimado perante a constituição. Isso é horrivel. Infelizmente os partidos politicos estão infestados de parasitas obscecados pelo poder do Estado.
Fazer campanha inteligente sabendo estabelecer um dialogo com a população, isso se trata de algo que eles desconhecem completamente o significado. Então ...
Nos podemos deixar a ferrugem social da má politica consumir e matar tudo que damos valor e que nos dá significado. Ou podemos lutar pelo que nos é caro.
Bom ... por hora vou ficando por aqui.
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